Bem vindos á confraria, como o nome indica há que retalhar em quem ou no que vos vier ás vossas brilhantes mentes, para além de tudo isso que já não é pouco, este espaço será dedicado a todas as minhas paixões enquanto ser humano umas vezes mais humano que outras, fotografia, poesia, economia, música, desporto, política, bem quase tudo mesmo, umas mais paixões que outras.... Por isso postai meus amigos postai....

terça-feira, 31 de julho de 2007

.... dos loucos aos buracos passando pela Mariza que louca e intensa viagem pela Europa....






Entre final de Maio e o início de Junho, propus-me a fazer uma alucinante viagem que tenho o prazer de vos relatar agora para quem quer que tenha a coragem de ler este relato, viagem essa só possível devido ao valoroso trabalho que um conterrâneo nosso tem vindo a desenvolver na sua arte pouco ortodoxa ou não depende do ponto de vista e das coisas de que se gosta. O que não se pode por em causa é o valor do seu trabalho independentemente de se gostar ou não, o que é um facto é que as suas costas leva o nome de Alcobaça e o de Portugal, Humberto Ribeiro, desconhecido de muitos entre nós mas conhecido o suficiente para dar entrevistas à televisão publica da Lituânia ou para provocar uma fila no aeroporto de Berlim enquanto os seguranças entusiasmados lhe pedem autógrafos, ou até mesmo quando a fronteira da Polónia com a Alemanha pode parecer um obstáculo enorme devido a não inclusão ainda daquele pais no espaço Schengen e de súbito o policia da fronteira o reconhece e gentilmente lhe pede uma autografo e nos facilita a entrada em território bem mais simpático para nós.
Feito o devido reparo a esta personalidade que vive bem entre nós eis que é chegado o momento de vos contar o que vi por este continente fora algumas coisas já conhecia outras desconhecia por completo, nesta louca viagem em que durante quinze dias percorremos oito países a registar: Espanha, França, Inglatera, Bélgica, Holanda, Alemanha, Polónia e Lituânia, durante a viagem foram usados vários meios de transporte, carro, barco (muito barco) avião.
Primeira paragem depois de cerca de 30 horas de condução interrompida apenas por 7 horas de barco dividas entre Dunquerque e Dover primeiro e Heysham e Douglas em segundo chegamos finalmente a Douglas Isle of Man , onde pude assistir com os meus próprios olhos às mais loucas corridas de motas que alguma vez existiram e que se perpetuam há 100 anos assinalando histórica data neste ano de 2007, inexplicável o que tive oportunidade de assistir num circuito misto de cidade e campo ao longo de cerca de 60 km loucos aceleram a fundo sem temerem pelo fim da própria vida, todo o ambiente que rodeia as corridas é extasiante com os irlandeses em destaque devido à sua proximidade geográfica acorrerem em grande numero mas também pela maneira como bebem cerveja até caírem para o lado só parando quando por instituição das leis locais deixa de ser permitida a venda de bebidas alcoólicas a partir de certa hora da noite. Mais detalhes só vivendo por dentro aqueles dias e assistindo á simpatia do povo daquela ilha que simpaticamente distribuem café aos amantes das motos que se perfilam nos jardins de suas casas para assistirem ás loucas corridas.
Segunda paragem depois de muitos quilómetros percorridos outras tantas horas de barco, intermináveis horas de filas nas auto estradas alemãs e incontáveis horas de condução, chegamos a uma Polónia extremamente católica o que fica bem patente pelas incontáveis procissões com que nos deparámos à medida que atravessamos aquele enorme e longínquo país a que comparo o nosso Alentejo versão verde e cheia de água, chegamos á polónia no dia de10 de Junho por momentos pensei que também na Polónia também se celebrasse o dia de Camões, de Portugal e das comunidades nada disso apenas o feriado católico conhecido como dia de corpo de Deus, até porque tivemos a sensação de estar em casa quando nos deparamos com enormes cartazes da fadista Mariza na cidade de Swieco, pois nada disso cerca de mil quilómetros de Polónia pelo meio de crianças vestidas de anjinho, mulheres lindíssimas e estradas constantemente esburacadas onde apenas passavam por nós centenas de Fiat quinhentos que eram aos molhos, e que nos sítios onde parávamos para tomar uma refeição ou descansar demonstravam sempre enorme dificuldade em falar outra qualquer língua que não fosse o Polaco, vida difícil que surpreendentemente e contra todas as nossas expectativas abandona-mos ao entrar na Lituânia e onde apesar do mau inicio na fronteira onde nos deparamos com um policia que só nos dizia Rusky e nós English lá conseguimos entrar naquele país que se viria a revelar um país bastante mais desenvolvido que a Polónia, noutros aspectos bem mais desenvolvido e organizado que Portugal, e onde as Mulheres são ainda mais belas que na Polónia. Grande dias passados em Kaunas Lituânia excelente comida excelentes pessoas, belo país.
"BENQUERENÇA"
A BENQUERENÇA DE ALGUNS
TUMULTUOSOS CAMINHOS
A INIMIZADE DOS OUTROS
SADIOS TRILHOS
A MALDITA AMIZADE DE UNS
ENVIESADOS PROPÓSITOS
SEGUIMOS A REBOQUE
SEM SABER PARA ONDE IR
AS VEZES XEIOS DE ESTURRO
E VONTADE DE GARGALHAR
SERÁ QUE SOU BURRO?
OU NÃO TENHO VONTADE DE PENSAR.
SEGUIR O MEU RUMO
SEM PESTANEJAR
POR VEZES EQUIVOCADO
POR OUTRAS CERTEIRO
A PASSAR PERTO OU AO LADO
SIGO ASSIM CAMINHEIRO
NA VEREDA DO FADO
SEM ATENTAR AOS UNS
SEM ATENDER AOS OUTROS
E ESTIMANDO A BENQUERENÇA DOS ALGUNS.

A minha visão do Louvre.


domingo, 29 de julho de 2007

"Sal da Vida"


Letras salgadas amargas
Que escorrem pelo papel
Como esta lágrima me escorre na pele
Cravando-me de amargura
Tornando-me no próprio fel
Enchendo-me de agrura
Queimando-me a alma
Despojando-me de ternura
Lágrima que ateia e não apaga
A ilusão que traz a mágoa
O sal da letra que por ápices me afaga
Logo depois me envenena
Com tua recordação doce salgada.

"Zoe Wiseman"

"Zoe Wiseman"
Sylvie Blum

Jean-Baptiste Mondino

Jean-Baptiste Mondino

Bombay de: Sebastião Salgado

Bombay de: Sebastião Salgado